
Pare de tratar seu forno como se fosse um torradeira gigante. A maioria das empresas considera os fornos de cura como simples caixas de calor intensivo. Você coloca a peça lá dentro, ajusta os controles e espera pelo melhor resultado possível. Mas eis o problema: no processo de revestimento em pó, isso é um risco. A diferença entre um revestimento que se desfaz em um ano e outro que permanece intacto por uma década não depende da quantidade de calor aplicado. Depende de como esse calor realmente atinge o revestimento.
Como obter o calor certo
Se você aplicar calor excessivo à superfície, acabará com bordas escurecidas ou danificadas. Por outro lado, se o calor for insuficiente, o pó nunca se ligará adequadamente ao objeto. Nosso foco está em garantir que o calor atinja uniformemente toda a superfície, independentemente de sua forma. Seja uma folha fina de metal que pode se deformar ou um componente pesado que leva muito tempo para aquecer, o objetivo é sempre a uniformidade. Queremos que o interior do componente seja tão bem curado quanto sua superfície.
A ciência por trás disso (sem as partes tediosas)
Passamos muito tempo pensando na transferência de energia. Em vez de usar aquecedores genéricos, ajustamos o comprimento de onda infravermelho de acordo com o pó específico que estamos usando. Por quê? Porque isso evita que a energia se perca, economizando energia. É mais rápido e eficiente. Calculamos a potência exata necessária para cada velocidade de produção, assim você não gasta dinheiro aquecendo o ar do ambiente.
Os desafios
Você não pode simplesmente colocar um sistema de aquecimento de alta precisão em um ambiente com correntes de ar e vazamentos, esperando que funcione. Isso simplesmente não vai funcionar. Se os selos do forno estiverem danificados, suas contas de energia aumentarão drasticamente, e seus revestimentos ficarão irregulares. É preciso manter o ambiente controlado. É preciso equilibrar o calor aplicado com o ar presente no ambiente. Construímos esses sistemas para resistir às condições adversas de uma fábrica real, mas eles ainda mantêm as tolerâncias precisas. No final das contas, não se trata apenas de “aquecer a peça” – trata-se de saber exatamente o que está acontecendo a cada vez que você aperta o botão de partida.